17 de julho de 2012

Porque é domingo


Preguiça. Sono. Vontade de nada. Os olhos mal se abrem. Uma ida rápida ao banheiro e cama de novo.
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É domingo. Sem agenda. Sem programação. Sem compromisso. Sem despertador ou telefone tocando.
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Na fresta da cortina confere o tempo. “Nublado, parece que ainda sai sol. Por mim, fica assim.
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São dez horas. “Nossa, já?!”
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Abraço, aconchego, carinho, carícia, sexo. Papo. E mais papo.
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Lembranças de infância, família, amigos.
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Formulações. Elaborações. Debates. Embates. Discordâncias. Descobertas. Beijos. Juras.
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“Onde almoçamos hoje?”
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“Não sei.”
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São 11 e meia. “Não vamos sair daqui?”
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O tempo continua nublado. Está frio. Abraços. Beijos. Carinhos. Carícias. Sexo.
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Papo. Mais papo. O amigo chato do trabalho. A irmã pentelha. O patrão inconveniente. A vizinha escandalosa. A festa de ontem. 
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“Ah, que dor de cabeça!”.
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Fofoca. Muita fofoca. A roupa espalhafatosa da anfitriã. A periguete. O falastrão insuportável. Aquele candidato que se acha a cereja do bolo.
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Quase 1 hora. “Que frio bom!”
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Abraços. Mais abraços. Carinhos. Carícias. “Toc, toc. Mãe, posso entrar?”
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