26 de fevereiro de 2008

Apenas um desabafo

Aos que esperam ler aqui uma de minhas crônicas, peço licença para um desabafo. Desta vez, utilizo meu espaço para demonstrar minha indignação como mãe e, principalmente como cidadã.

No último domingo, 24 de fevereiro, por volta de 21h30, cheguei com meu filho ao hospital Hinja, com queixa de cisco no olho esquerdo. Fui muito bem atendida pela recepcionista, como sempre, mas o mesmo não aconteceu com o principal, que seria o atendimento médico: péssimo.

Em praticamente 1 minuto, o Dr. Evandro Xavier Martins nos dispensou, dizendo que não havia nada no olho do menino. Pergunto: como ele pôde não detectar nada no olho do meu filho, se não o deitou na maca, não colocou luz no olho dele para examinar, não virou a pálpebra para cima para procurar o cisco? O paciente foi “examinado” sentado numa cadeira, sob a sombra do corpo do médico. Nenhum procedimento básico foi feito para procurar o corpo estranho. Mesmo se não tivesse nada, que exame é esse que não procura nada?

Saí do hospital indignada com a falta de respeito. Fui direto ao Vitinha, onde após minucioso exame foi diagnosticada uma lesão na córnea. Foi feito um anestésico, uma lavagem com soro, uma aplicação de pomada, oclusão do olho e recomendação de procurar um oftalmologista no dia seguinte. Isso é muito para atrapalhar a noite de domingo de um pediatra?

Quero deixar claro que não tenho nada contra o hospital Hinja. Muito ao contrário. Fiz meu pré-Natal e tive meu parto no Hinja; meu filho tem alguns pontos na cabeça e na mão, costurados no Hinja; fora outros atendimentos de emergência, como episódios de vômitos e, ainda, uma picada de inseto. Sempre - friso sempre - fomos muito bem atendidos. Me preocupa um homem que trata uma criança com tanto descaso e indiferença, fazer parte de quadro tão bem selecionado.

Meu filho hoje, segunda-feira, está de repouso, com o olho inchado, em tratamento delicado após consulta ao oftalmologista. Imagino se esse que se diz médico tivesse dispensado uma mãe ignorante, sem um mínimo de conhecimento dos procedimentos básicos nesses casos, como não estaria essa criança agora. É o retrato da saúde do nosso Brasil, lá dentro do hospital, sem colocar o seu conhecimento em favor da vida. Pelo menos foi isso o que ele jurou, quando se graduou médico.

Este desabafo é quase a íntegra de uma carta de reclamação que enviei hoje, segunda, ao hospital. Como jornalista, tenho o compromisso de informar a outras pessoas sobre esse fato.
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4 comentários:

rildobarros disse...

So sei que área médica está cada vez pior, por isso que sempre temos que insistir com os profissionais e sempre ter vários diagnósticos sobre alguma doença, não dá pra confiar em um único médico. Eu recentemente tive um pelo engravado no olho e dei muita sorte do médico descobrir pq senão não seri o que seria. bjo

Simone Silveira Kaplan disse...

Sinto muito por esta situação, Giovana. Tive uma lesão na córnea no ano passado, três semanas para cicatrar. Isto é coisa séria. Que bom que não se calou. Eu te ouvi.

Bj,

Simone

POESIA EM VOLTA disse...

Bom que seu filho foi medicado e tudo ficou ok. Abraços

Bruno disse...

Pois é, isso é o que mais acontece por esse mundão a fora.
Agora lhe pergunto, se no caso de cisco no olho é assim, imagine o que acontece numa situação ainda mais grave?
Meu avô, que mora em Sao Paulo, teve que esperar 12 horas numa maca, no meio do corredor, para ser atendido. Ele apenas estava infartando. Simples, não?

Infelizmente, isso é o que mais acontece e nada é feito para melhorar, quer dizer nos anos de eleições, as cidades tendem, milagrosamente, a melhorar em todos os aspectos.

É lastimavel como a saúde no Brasil vem sido levada. Descaso é pouco, perto do que fazem com os que necessitam de assistencia médica.



PS: Desculpe não passar por aqui, mas é que só tenho a noite para acessar a internet com calma e ler tudo que posso com tranquilidade e quando entro, acesso apenas um blog que sou fã, de um cara que nunca vi na vida mas sei que é talentoso pacas. Qualquer dia lhe mostro o blog dele.
Prometo que sempre que der, passarei por aqui.

PS 2 : Caso entre no meu, desculpe os erros de acentuação e o portugues ruim, mas só tenho escrito com sono e babando em frente ao PC. Acho que me entende, essa vida de estágiario, universitario e "turista" ( viajo todo dia de resende a volta redonda ) é complicada.

Abraços,

Bruno.