2 de março de 2012

Depois do Carnaval, o que muda com o ano novo


O ano novo começou esta semana. Não para a rotina de trabalho, mas para os atos e efeitos do brasileiro em geral. Como é de praxe, na segunda-feira desejei feliz ano novo nas redes sociais e recebi alguns retornos. Mas seria um blá-blá-blá inútil falar do que todo mundo fala e até já passa por cima: “só depois do Carnaval e pronto”, nos acostumamos, naturalizamos e assim ficou.

O problema, para mim, é que parece não ter começado nada. Nem dia 1° de janeiro, nem dia 27 de fevereiro. Parece meio depressiva esta afirmação, mas não é. Trata-se apenas de uma constatação do que vejo a minha volta e isso é bom. É bom porque é uma análise da realidade; é uma avaliação feita de olhos bem abertos, sem ilusão.

A vida continua; não ocorre nada de extraordinário só porque o calendário vira de 31 de dezembro para 1° de janeiro. E, infelizmente (ou felizmente) depois do Carnaval tudo permanece como antes, exceto para os que exageram tanto na folia, que sofrem consequências por bom tempo – ou para a vida toda.

Ao meu redor, tudo igual. As pessoas, o trabalho, a rotina, meus afazeres, minha agenda corrida, meus compromissos dentro e fora de casa. E tudo está ótimo, amém. O que muda são as esperanças, talvez perspectivas, e a absoluta e dolorosa certeza de que quem deve mudar sou eu.

Um comentário:

Carol Cunha disse...

É, de fato há aquela sensação no ar, pós-carnaval, de que a "festa acabou". Todas as desculpas e o famoso e consolador "fica pra depois do carnaval", se encerram e os compromissos e prazos voltam a nos martelar. Faz parte da vida de quem faz, reencontrar os nós e tentar desatá-los!!! Bora lá!!!