O ano novo começou esta semana. Não para a rotina de
trabalho, mas para os atos e efeitos do brasileiro em geral. Como é de
praxe, na segunda-feira desejei feliz ano novo nas redes sociais e recebi
alguns retornos. Mas seria um blá-blá-blá inútil falar do que todo mundo fala e
até já passa por cima: “só depois do Carnaval e pronto”, nos acostumamos, naturalizamos
e assim ficou.
O problema, para mim, é que parece não ter começado nada. Nem
dia 1° de janeiro, nem dia 27 de fevereiro. Parece meio depressiva esta afirmação,
mas não é. Trata-se apenas de uma constatação do que vejo a minha volta e isso
é bom. É bom porque é uma análise da realidade; é uma avaliação feita de olhos
bem abertos, sem ilusão.
A vida continua; não ocorre nada de extraordinário só porque
o calendário vira de 31 de dezembro para 1° de janeiro. E, infelizmente (ou
felizmente) depois do Carnaval tudo permanece como antes, exceto para os que
exageram tanto na folia, que sofrem consequências por bom tempo – ou para a
vida toda.
Ao meu redor, tudo igual. As pessoas, o trabalho, a rotina,
meus afazeres, minha agenda corrida, meus compromissos dentro e fora de casa. E
tudo está ótimo, amém. O que muda são as esperanças, talvez perspectivas, e a
absoluta e dolorosa certeza de que quem deve mudar sou eu.

1 comentários:
É, de fato há aquela sensação no ar, pós-carnaval, de que a "festa acabou". Todas as desculpas e o famoso e consolador "fica pra depois do carnaval", se encerram e os compromissos e prazos voltam a nos martelar. Faz parte da vida de quem faz, reencontrar os nós e tentar desatá-los!!! Bora lá!!!
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