23 de maio de 2011

Homofobia - Tô fora!

Depois do STF, Governo do Rio dá exemplo

Vi na cidade ontem um out door da campanha Rio Sem Homofobia. Era noite, passei rápido e não consegui ler nada; apenas vi a foto: duas mulheres sorridentes, o mar do Rio de Janeiro, o Morro do Corcovado.

Imediatamente o que me veio à cabeça foi: “não achei que fosse viver pra ver isso”.

Não mesmo. Criada num ambiente de alto preconceito, numa sociedade ainda mais, não alimentava esperanças de que veria o Governo do Estado bancar uma campanha contra a homofobia, conclamando municípios e suas populações a dizer não a esta doença da inaceitação.

Da mesma forma que aos poucos vamos vencendo os narizes torcidos contra o racismo e deficientes, enfim estamos vendo que podemos avançar como seres humanos mesmo, que temos humanidade, que somos capazes de atitudes humanitárias.

Ou seja, somos humanos quando temos respeito pelo outro; quando somos cidadãos e permitimos e brigamos para que o outro seja também; quando entendemos que o espaço coletivo é de todos; quando aceitamos que o outro tem os mesmos direitos e deveres, independente do que seja – negro, idoso, católico, branco, espírita, homem, umbandista, índio, mulher, portador de qualquer deficiência, transexual, evangélico, adolescente, morador do bairro nobre ou da favela, gay. Somos humanos quando somos capazes de compreender, aceitar, viver plenamente em harmonia com o outro, qualquer outro.

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5 comentários:

GIL ROSZA disse...

É fato que cada um individualmente ou como parte de um grupo tenha direito de guardar para si próprio suas crenças, seus valores morais, etc. Faz parte da boa convivência democrática não ter necessidade nenhuma de estimar ou apreciar aquilo que vai contra preceitos, ideologia, doutrina ou gosto pessoal que se professa ter. Tudo isso é justo. O que não parece nada justo é em nome de Deus, do moralismo, duma religião, pregar agressivamente e ofensivamente contra o acesso de cidadãos e cidadãs livres à certos direitos que deveriam pertencer a todos, todos mesmo, independentemente de serem gays ou não.

Thaissa Costa disse...

Concordo com o Gil e gostei muito do seu texto. É isso para isso que campanhas como esta servem. Para fazer pessoas de bem rever conceitos, que muita vezes estão enraizados e nem sabemos o porquê.

c i n t i a disse...

Respondendo ao seu comentário lá no meu blog, se tem ou não tem esse tal hormônio, isso eu não sei. Só sei que TODOS os filhotes já foram adotados! Não é demais???

Bjão!

c i n t i a disse...

É verdade... Tb achei que não veria isso nunca.
Quinta-feira passada estava no bar Camisa 10, no J. Amália, e de repente bem na minha frente duas garotas de 16, 17 anos, começaram a se beijar calorosamente. Confesso que fiquei constrangida e um pouco chocada e comentei com um amigo meu "eu não preciso ver isso". E ele disse "Cíntia, é a modernidade! Vamos cansar de ver isso a partir de agora..."
Minha cabeça deu um nó: ao mesmo tempo em que eu concordo com esse respeito, essa liberação, me veio a sensação de que eu não era obrigada a presenciar tal cena e que elas poderiam estar num local mais reservado. Olha a contradição!
Maaas, que bom que as coisas mudam, e que bom que nesse caso estão mudando para melhor. Vc só esqueceu de colocar na sua lista de "discriminados" pela sociedade os gordos! Hehehe! Como dizem por aí ultimamente "fat is the new black".

Bjão

Edinho disse...

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, nessa onda ou moda de fobias, apelo gay, criminalização de qualquer tipo de manifestação o que fica claro é a intenção politica, o modismo e a falta de conhecimento generalizado sobro o assunto como um todo por parte da sociedade. Vejo nos programas de tv os repórteres sempre perguntarem se o cara é contra ou a favor aos gays, oras... não é uma nova inquisição, isso quase todos somos, a divergências estão na forma com que estão sendo impostas essas liberdades, o tendenciosíssimo de leis igual a PL 122 que é uma censura aberta aos humoristas, religiosos, e alguns seguimentos culturais, principalmente o literário. Sou a favor da união civil, porém contra o liberalismo que pode ser uma influência arriscada para crianças e adolescentes que por falta de conhecimento do próprio corpo ou por rebeldia pode usar a opção sexual como forma de fuga ou mesmo de retaliação contra os pais enfim, sou conta o liberalismo excessivo e radicalmente contra qualquer lei que torne um cidadão diferenciado de qualquer outro, hoje temos idosos, crianças, negros, mulheres e se passar a PL 122 com status de supercidadãos, mas não deveríamos ser todos iguais segundo a lei maior desse país que é a constituição nacional?
O que mais assusta é que nos debates o extremismo impera, se a pessoa é contra ou coloca um argumento defendendo a maioria é homofobico, mas ninguém para para dizer que a classe supostamente discriminada utilizou de manobra politica para aprovar a lei, e seus representantes que não são gays no congresso infringiram leis de outras esferas que não a civil, ou seja tudo alá Brasil, nas coxas e bagunçado.