15 de março de 2011

De vez em quando acontece

Decidi que não iria ao médico e não fui. Sabia que era um mal estar passageiro e me recusei a sair da cama para ouvir o diagnóstico de sempre: virose. E estava certa. Um dia na horizontal, alimentada apenas com torradas e muita água, e pronto. Amanheci nesta terça quase restabelecida, mas com coragem para sair de casa sem medo de um desmaio e com o corpo mais ou menos disposto.

Hoje já consigo pelo menos escrever sobre o tal mal estar que me acometeu na noite de domingo. Uma forte cólica de gases, seguida por enjoos. Depois, corpo doendo e necessidade vital de ficar deitada. Inapetência total. Água e torradas foram empurradas aos ‘poquitos’ ao longo da interminável segunda-feira. Agora, já no trabalho, só após o almoço tenho certeza de poder dizer que estou bem. Ainda despertei com um leve enjoo, “boca de ontem” e alguma fraqueza que, enfim, já se foram.

E então, me perguntam, o que você teve? Tive um piripaque gastrointestinal. Deve ter sido alguma coisa que comi, sei lá, de vez em quando acontece. É. De vez em quando acontece mesmo e aí sou eu quem pergunta: por quê?

Fui a um churrasco no domingo, mas quem me conhece sabe como me comporto neste tipo de evento, já que não como carne vermelha. Portanto, exagero na comida não foi. Tomei cerveja, mas não costumo mergulhar dentro das garrafas. Saí muito bem, voltei pra casa e ainda terminei meus afazeres domésticos de fim de semana. À noite, fiz um lanche, confesso que não muito leve, mas algo que estou acostumada a comer a qualquer hora. Como diria uma velha amiga, “quando a máquina resolve dar defeito, até angu faz mal”. Bingo.

De todas as peças do que chamo máquina humana, a engenhoca emocional ainda sofre embates permanetes, de difícil conserto ou manutenção. Conto com uma equipe profissional de ponta para mantê-la funcionando, mas os defeitos aparecem daqui e dali, invariavelmente. Por isso a minha recusa em me submeter a uma consulta de pronto socorro. A explicação de um médico se limitaria à tradicional virose, o que não me convenceria, pois já me conheço o suficiente para saber que toda a sintomatologia do meu mal estar revela um estresse por pirações várias de complexidade indefinível no momento.

O corpo descansou, a mente refletiu, novo dia amanheceu e a vida tem de seguir. Cá estou novamente, curtindo o início do ano novo, que como todos sabem, começou ontem. Talvez seja este o motivo concreto da minha enfermidade. Ainda pretendo ter certeza, embora nem sempre as certezas são a melhor solução para os piripaques de qualquer ordem. Chega de divagação; ‘bora trabalhar’.
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Um comentário:

cintia sibucs disse...

Hahaha, muito bom!
Esses piripaques são assim mesmo. Da mesma forma que chegam, vão embora.

bjs
Cintia