29 de outubro de 2010

Quem não é ponto com é ponto morto

Ouvi a frase acima pela primeira vez em 2001 e nunca mais deixei de usá-la. Uma afirmação cada vez mais atual, principalmente para quem está diariamente envolvido com as ferramentas e serviços da web. Não é mais possível prever uma ação ou atividade, planejar trabalho, divulgação, sem pensar na repercussão no campo virtual. Enquanto escrevo, acompanho o Twitter e leio o post de @MarcusBackmann1: “A Xuxa realmente não aprendeu nada com a Internet. Mandou o Google tirar #xuxapedofilia das buscas e nisso ganhou um TTBr top. Palmas”.

É a disparidade daqueles que ainda insistem em ser ponto morto, apesar do comprovado poder exercido pelos internautas. Vide as campanhas do Ficha-Limpa e a sujeirada que rolou por email contra a candidata do PT à presidência, Dilma Roussef. Não dá mais para desconsiderar a Internet e simplesmente dizer que “nem todo mundo tem”, “não ligo pra isso”, “prefiro conversar olho no olho”, “meu público é outro”. Aviso: vai ficar na beira da estrada de chão, incomunicável com o mundo real, que agora é virtual. A diferença entre um e outro acabou.

São mais de 80 milhões de pessoas que acessam a Internet no Brasil, nosso país é o segundo maior tuiteiro do mundo e, acredite, ainda há gente que luta contra. É risível. Basta dar uma conferida no Orkut para ver o tamanho da popularidade da rede. As classes sociais mais baixas estão todas lá. Tem público pra tudo. Já vi menino de rua pedir trocado em ponto de ônibus e depois correr para uma lan house gerenciar seu Orkut. Virar as costas para tudo o que se pode fazer na web seria hoje, no mínimo, ignorância ou omissão.

Ter um site atualmente é tão obrigatório para uma empresa/comércio/instituição quanto ter um CNPJ. Se não tiver, o negócio vai andar a passo de caracol, e pode até parar. Se o risco não existisse não haveria sentido, por exemplo, grandes lojas de eletrodomésticos colocarem seus estoques à venda na internet, com preços e formas de pagamento diferenciados.

Portanto, para aqueles que continuam preferindo o “olho no olho”, é melhor abrir o olho digital, rápido, e começar a enxergar mais longe.

2 comentários:

Pietro Schimith disse...

É isso mesmo minha cara Giovana, às vezes nós nem imaginamos a repercussão que aquilo que escrevemos internet à fora, pode gerar. A palavra de ordem mais uma vez é responsabilidade, pois nossa atitudes virtuais teem consequências bem reais, já não dá pra separar.
Mas minha opinião vai mais ao extremo, eu acho que a internet mudou a mentalidade brasileira, pelo menos dessa new generation, que está cada vez mais bem informada, mais inconformada e mais politizada, penso eu. E, fala sério, é muito bom ver que a MTV inventou até um troféu web star.
A internet é o futuro, logo aí em cima da tua mesa... O mundo é nosso...arrá urrú

GIL ROSZA disse...

O que eu acho "duka" na internet é exatamente a cultura do “crânio e tíbias cruzadas” que é a verdadeira origem dela, o mundo hacker. Antes, ditadores, religiosos fanáticos, pilantras em geral e demais criaturas nocivas, faziam a festa sem que o mundo exterior conseguisse furar o bloqueio do bunker deles. O lance da Xuxa e antes, o da Cicarelli, só deixa claro que na internet, proibir é estimular.
Quando o exército americano proibiu seus soldados de publicar no MySpace fotos de colegas mortos no Iraque, eles as postaram em dezenas de outros locais, em páginas pessoais e blogs. Talvez o que faz da internet, “a internet” seja esse flerte com o amoral, com a disposição de expor segredos e invadir privacidades. A rede talvez tenha sido o golpe de misericórdia no o século XX que tava mesmo meio que demorando a morrer.