5 de outubro de 2010

Crítica ao CQC - concordo, concordo e concordo. Por isso não assisto

Só vale quando erra
Por Carlos Brickmann
5/10/2010 - Observatório da Imprensa

Paulo Skaf, presidente licenciado da Fiesp e candidato do Partido Socialista ao governo de São Paulo, foi entrevistado pelo CQC. A entrevista foi repleta de "pegadinhas" ("o sr. sabe qual é o salário mínimo?", ou "qual o preço da passagem do Metrô?"). Skaf foi impecável: sabia todas as respostas, inclusive o número de municípios do estado (mais: como presidente da Fiesp, esteve na maioria deles, conhece suas indústrias, conversa com seus dirigentes industriais).

Resultado: o programa não foi ao ar em São Paulo.

Duas falhas:

1. Toma-se o tempo de uma pessoa ocupada, às vésperas da eleição que está disputando, para fazer-lhe perguntas sem grande importância – e para nada.

2. Cria-se a idéia de que, se ele tivesse feito papel de bobo, se não soubesse as respostas, aí sim o programa iria ao ar. Então só vale se o entrevistado diz bobagem? O CQC, embora engraçado, é um programa jornalístico, e dirigido por um jornalista de excelente currículo como Marcelo Tas. Tem, portanto, de seguir alguns critérios jornalísticos – entre eles o de divulgar entrevistas, mesmo que contrariem a tese que se procurava demonstrar.
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4 comentários:

Mariana Ribeiro disse...

Muito bom o texto!

♥Marcela♥ disse...

A Mariana Alves deu a dica e vim até aqui.
Concordo e concordo!
Tbm não assisto.
Bom dia! ; )

GIL ROSZA disse...

o modelão "comédia dos erros" já anda mesmo meio e gasto e privisível. aliás, ando com fome de coisa nova, nem precisa ser boa de tudo, basta ser nova! hahahaha...

ma.du.ca. disse...

oi visite o meu blog de design e meio ambiente, obrigado.