6 de fevereiro de 2009

Às mulheres de óculos

Passeando pelo Prosa On Line, dei de cara com o post de um poema inédito de Henrique Rodrigues, em homenagem às mulheres de óculos.

Claro que me interessei!

Já gosto de poesia, melhor ainda se for pra mim.

Por isso trouxe pra cá:


Apelo para a moça de óculosPara E.
Da tua distância, a realidade é míope:
As linhas inexatas e difusas
Só em ti ganham sentido. E até Calíope,

A musa mais sabida dentre as musas,
Pudesse, ficaria bem mais bela
Ornada com os óculos que usas.

Porque moça, há aí dentro das janelas
Um aquário em que as meninas, com seu nado,
Me encantam (de sereias que são elas...).

E o meu olhar, também sincronizado,
Mergulha e é pescado na armação
Que cobre esse teu mar esverdeado.

Não são muletas, máscaras, e não
Isolam o teu olhar do que vem vindo.
Mas sim frágeis molduras, onde então

É semirrevelado algo tão lindo,
Que é o teu rosto nesses óculos. Molhe-os
Com lágrimas de quem chora e está rindo

Até que eu possa enfim despir teus olhos.
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