18 de setembro de 2008

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"Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. (...) A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda."

............................................................................................O Gigolô das palavras
.......................................................................................Luiz Fernando Veríssimo
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Um comentário:

elaine bertone disse...

Quando se é poeta, chama-se a isso de licença poética ou licença literária...mas adorei saber que isso se estende a todo escritor e por que não? Manoel de Barros traduz melhor que ninguém o que estou falando neste texto:
"Nosso Profe. de latim, Mestre Aristeu, era magro
e do Piauí. Falou que estava cansado de genitivos,
dativos, ablativos e doutras desinências. Gostaria
agora de escrever um livro. Usaria um idioma
de larvas incendiadas. Epa! O profe. falseou-ciciou
um colega. Idioma de larvas incendiadas! Mestre Aristeu continuou: quisera uma linguagem que obedecesse a desordem das falas infantis do que as ordens gramaticais. Desfazer o normal há de ser uma norma. (...)"